Progéria

A palavra Progériar deriva do grego ‘’geras’’, que significa velhice.

Jonathan Hutchinson foi o primeiro a descrever esta doença, em 1886. Em 1904, Hastings Gilford realizou diferente s estudos a respeito do desenvolvimento e características da doença.  Por estas razões deriva o nome de Síndrome de Hutchinson-Gilford.

O que é?

     A Progéria é uma doença genética bastante rara (1 criança em 4 milhões é portadora desta anomalia), ainda sem cura. Esta anomalia acelera o processo de envelhecimento em cerca de sete vezes mais do que o normal. A esperança média de vida das raparigas com progéria é de 14 anos e dos rapazes é cerca de 16 anos.

Mesmo a nível da ciência, não existe um conhecimento muito acentuado sobre esta doença. Contudo, cientistas franceses e norte-americanos descobriram uma mutação genética que seria a causa deste envelhecimento precoce em crianças. Segundo estes, um estudo mais aprofundado pode levar à descoberta da cura desta doença e ainda a novos indícios sobre as consequências do envelhecimento em pessoas sãs.

Como se desenvolve?

O gene LMNA codifica as proteínas Prelamina A e Prelamina C, que são muito importantes na estabilização da membrana interior do núcleo das células, sendo a base estrutural que mantém a célula em equilíbrio.

Nas crianças com Progéria existe uma ligeira mutação do gene LMNA, que provoca uma produção anormal da proteína Prelamina A, chamada Progerina, que resulta do desaparecimento de cerca de 50 aminoácidos dentro desta proteína. Esta alteração destabiliza o núcleo das células, mundando a sua forma e sendo particularmente nociva para os tecidos, como, por exemplo, os cardiovasculares e os musculares. Assim, a refeneração dos tecidos é impedida, o que provoca a morte das células.

Cientistas franceses e norte-americanos descobriram uma mutação genética que seria a causa deste envelhecimento precoce em crianças. Segundo estes, o estudo desta patologia pode levar à descoberta da sua cura, assim como novas pistas sobre as consequências do envelhecimento em pessoas saudáveis.

O gene LMNA, activa a produção de duas proteínas, a Prelamina A e Prelamina C, que são bastante importantes na estabilização da membrana interior do núcleo celular, sendo a base estrutural quemantém as células em equilíbrio. Nas crianças com Progéria ocorre uma mutação do gene LMNA, que provoca uma produção anormal da proteína Prelamina A (Progerina), resultando no desaparecimento de cerca de 50 aminoácidos dentro desta proteína. Esta alteração destabiliza o núcleo das células, mudando a sua forma e sendo particularmente nociva para os tecidos sujeitos a forças físicas, como os tecidos cardiovasculares o os musculares ligados ao esqueleto. Esta mutação causa uma instabilidade no núcleo, danificando-o. Assim, a regeneração dos tecidos é impedida, ocorrendo uma morte prematura das células.

     Nos estudos que têm vindo a ser realizados, concluiu-se que esta mutação genética ocorre quase sempre durante a mitose , ou nos gâmetas dos progenitores na altura da fecundação. Em todos os casos, geralmente, apenas um par de bases azotadas em cerca de 25000 pares que constituem o gene LMNA sofre a mutação.

Apesar da descoberta do gene que causa a doença ter sido primordial para o seu conhecimento e estudo, existem outras possíveis causas para os sintomas e progressão da doença, como:

  • Teoria dos Telómeros: a  perda progressiva e acelerada das extremidades dos Telómeros, que controlam o número de divisões nas células, isto é, impede que o DNA se desgaste à medida que se dão as divisões celulares.
  • Teoria das Helicases: a Helicase, que desempenha um papel fundamental no processo de replicação do DNA, tem uma anomalia fazendo com que esta enzima não funcione normalmente.

Características Clínicas

As crianças com Progeria nascem aparentemente saudáveis e só começam a evidenciar sintomas de envelhecimento prematuro entre os 18 e os 24 meses. É importante referir que o desenvolvimento intelectual como a mobilidade não são afectados, estas crianças frequentam a escola normalmente sem qualquer tipo de problemas. O sistema imunológico também funciona normalmente.

Existem alterações radiológicas e histopatológicas que são características da doença. A nível da estrutura do esqueleto, estas crianças apresentam osteoporose e escoliose.As restantes alterações ocorrem a nível da pele.

  • Sintomas:

Deficiência de crescimento;

Doenças cardiovasculares, rigidez nas articulações, aterosclerose[1] generalizada.

Nota: Estas crianças têm tendência para desenvolver doenças características  da idade avançada, mas doenças como cataratas, Alzheimer e distúrbios senis, não têm sido registados.


[1] Aterosclerose é uma doença inflamatória crónica na qual ocorre a formação de ateromas dentro dos vasos sanguíneos. Os ateromas são placas, compostas especialmente por lípidos e tecido fibroso, que se formam na parede dos vasos. Levam progressivamente à diminuição do diâmetro do vaso, podendo chegar a obstrução total do mesmo. A aterosclerose em geral é fatal quando afecta as artérias do coração ou do cérebro, órgãos que resistem apenas poucos minutos sem oxigênio.

 

  • Características:

Artrose;

Baixa estatura;

Cabelo rarefeito ou ausente (calvice);

Clavícula anormal ou ausente;

Puberdade tardia;

Pele fina, seca e enrugada;

Pilosidade corporal reduzida;

Unhas finas;

Erupção tardia dos dentes;

Voz anormal;

Diagnóstico

             O diagnóstico da progéria é fundamentalmente clínico e realizado em crianças que apresentam sinais iniciais da doença, entre o primeiro e o segundo ano de vida. Não existe nenhum exame que certifique o diagnóstico de progéria.

No entanto, o sinal encontrado mais comum nestes pacientes tem sido o aumento da excreção de ácido hialurónico[1] na urina. Por outro lado, existem determinados sinais radiológicos e histopatológicos que podem determinar a doença. A nível radiológico existem alterações como: a osteoporose e a escoliose. As características histopatológicas incluem alterações a nível da pele.


[1] Quando produzido em grande quantidade provoca o envelhecimento das células

Tratamento

 

Não existem ainda tratamentos concretos para a doença propriamente dita, apenas tratamentos experimentais. Porém, para reduzir os efeitos da doença são administrados medicamentos que visam minimizar os sintomas:

Complexos vitamínicos;

Co-ezima Q-10;

Ácidos gordos;

Anti-oxidantes;

Cálcio;

Nitroglicerina.

       Os cientistas acreditam que a terapia genética será a solução a longo prazo desta doença. Terapia segundo a teoria do gene mutante: uma das formas de tratamento possível seria inserir o gene que codifica as proteínas nos pacientes com Progeria, anexando o gene pretendido a um vírus, por exemplo, o da gripe, servindo este como um vector;  Terapia segundo a teoria dos telómeros:  injectando o gene da telomerase directamente no interior da célula e dando ao paciente uma droga que estimule a produção de telomerase.

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